☥ Resenhas, recomendações, livros, artigos, espiritualidade, magia, reflexões, devaneios, poemas, cinema, arte e artesanato.

 


Eu Sou da Estrada


Estradas da Vida

Sempre chega aquele momento, umas várias vezes na vida, em que a gente se vê perdido no meio de montes de reflexões, ponderações e pensamentos completamente confusos ao buscar um entendimento mais consciente sobre as coisas ao nosso redor e isso termina por nos levar a um montante de visões que só fazem ‘ser sentido’ para nós.

Mas, no meio disso tudo, quando é que identificamos a nossa própria voz se tudo o que vemos conversa conosco intimamente?

Diante de um sentimento de perdição, se como sou e o que sei e o que vivi e o que penso não me levam a conclusão alguma sobre como estar, o que pensar e por onde agir, como é que posso entender o que é que o meu espírito tanto clama em certos momentos e não só se justifica?

Assim, e novamente, encontrei-me num turbilhão que insiste em nunca ter fim e desse modo foi aonde Sartre reinou dilacerante no desencantamento desproposital da magia de viver quando me suspirou aos ouvidos a frase que me encontrou há mais ou menos uns dois dias atrás e que agora lateja incessante em minha mente:

 

“Viver é isto: ficar se equilibrando todo o tempo entre escolhas e consequências.”

(Sartre)

 

Ausência

Desforjei-me das carapaças das superficialidades mundanas, uma vez mais, para compreender, naturalmente, que mesmo quando não me escuto é que posso finalmente me escutar.

No entanto, por fim, Byron veio a me nocautear os entendimentos, meio sem intenção, quando em convergência a ele, e talvez num viés levemente distinto, eu compreendi um algo ainda maior.

 

“A grande arte da vida é a sensação, sentir que existimos, mesmo na dor.”

(Byron)

 

Bem, a maioria entenderia como tédio e apatia mas minha mente puxou a compreensão para um outro lugar e foi assim que me veio o relance de que mesmo na ‘ausência da dor’ é que vemos o seu tamanho e que a verdadeira ausência de dor é só ausência, simplesmente.

Não se percebe, porque é ausência. Enxergamos mesmo a ausência ou seria apenas o tamanho da dor?

Se é percebida é porque conversa emoção e não ausência, mas quando a dor é realmente ausente ela simplesmente se ausenta e não se justifica.

Por isso, pensei num repente que não é preciso realmente dar tanta importância para as consequências do escolher, um aprendizado oriundo de uma consciente maturidade advinda da dor emocional extrema de circunstâncias vividas, pois qualquer escolha e qualquer consequência sempre será forma de dor e isso não tem por onde e que bom, porque mesmo quando não sentimos nada ainda sentimos muito.

Nada é realmente ausente na vida e se assim parece ser, então provavelmente é escolha.

 

 

Só se sofre para poder existir

É dessa forma que a própria dor, mesmo em meio ao medo obtuso de trair a identidade enaltecida pela voz do espírito, nunca se destilará ao mundo em vão, pois tudo converge em si.

Logo, equilibrar-se entre escolhas e consequências não é definido pela assinatura de um contrato invisível que arromba nossa identidade porque fere a visão do espírito, mas sim viver em perfeita harmonia na completude oferecida pela dor – porque é a partir dela que temos a oportunidade de evoluir ao percebermos que existimos.

Assim, tenho para mim, que o meu caminho é mesmo na luz e é na escuridão sem fim.

 

Porque eu sou de todas as estradas e todas as estradas estão em mim.

E é só assim que se tem culhão para viver sempre sendo de si.

Porque quem não tem coragem de sofrer, nunca caminhou para existir.

 

—————————————————————————————————————————————————-

❢ Aviso de Transparência
Alguns links neste artigo podem ser afiliados. Isso significa que, como participante do Programa de Associados da Amazon, posso receber uma pequena comissão — sem qualquer custo extra para você.

Blog literário focado em publicações alternativas. Aqui você vai encontrar um pouco de muito: resenhas literárias e críticas, recomendações de livros, estudos sobre espiritualidade e magia, análises e ensaios, reflexões filosóficas, elucubrações, devaneios, poemas autorais, textos e artigos sobre natureza, cultura, literatura, fabricação, cinema, arte e artesanato. | Escrito por Moxferia.

Compartilhe essa postagem:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Talvez você possa gostar

Moxferia

Sol em Áries, Lua e Ascendente em Virgem, Lilith em Libra e Vênus em Peixes – tenho 37 anos, sou formada em Design Gráfico e mãe de nove gatos super amorosos.

Sou forjada nas emoções, tenho uma queda sinistra pelo universo da mente humana e por isso considero-me uma filosofeira de plantão, metida a escritora e com aquele olhar mais espiritualizado para os detalhes ocultos e obscuros.

Amo escrever e sou apaixonada por livros, poesia, arte, cinema, espiritualidade, coisas artesanais, antigas e exóticas. 

lord-byron-blinkies
blinkies true blood
blinkies-mementomori

Publicações Recentes

  • All Post
  • Artigos
  • Contos e Crônicas
  • Elucubrações
  • Ensaios e Análises
  • Escritos e Narrativas
  • Espiritualidade
  • Poemas
  • Poemas Autorais
  • Reflexões e Devaneios
  • Resenhas Críticas
  • Resenhas Literárias
Edit Template

Publicações em Alta

Publicações Populares

Sobre

Blog Literário Alternativo | Resenhas, recomendações, livros, artigos, espiritualidade, magia, reflexões, devaneios, poemas, cinema, arte e artesanato.

☥ Noctis Lovers ☥ Memento Mori ☥

Postagens Recentes

  • All Post
  • Poemas Autorais

© 2026 Mox Aeterna. Todos os Direitos Reservados.