Perturbadoras sensações acometem-me em dias serenos.
Uma força grotesca domina-me ferozmente os instintos
E faz de meu coração a morada das borbulhas da angústia.
Oh, não!
Quisera eu vos dizer tratar-se, na verdade, de sensações ébrias
Mas jamais vos poderia dizer algo que vero não o é.
A verdade tenebrosa que assola-me o espírito é mais cruel.
A pele arrepia-se inteira no sopro de um segundo.
Um pensamento repentino, parecendo-me um botão de flor
Que num repente desabrocha e não sabe-se jamais como começou.
Tua presença entra em meus aposentos aos rompantes
E tua ansiedade parece corroer-me os ossos lentamente.
Uma certeza arrebatadora parece puxar-me violentamente
E eu deixo-me prazerosamente a dominar por ti.
Esses olhos cheios de abismos continuam a buscar-me nas sombras,
A alma parece até queimar-me a pele todas as vezes
Um chamado penoso ecoa nas sêmitas da ausência.
Oh, sim, meu amado, venhas até mim.
Posto que minha Alma em Chamas clama por ti.
Deixa-te a estar vagaroso ao redor de mim, posto que é suposto ser assim.
Tão complementar soa-me tua presença sem fim.
Jamais que eu tomaria vossa bela liberdade pelo prazer de satisfazer-me.
Amo-te e sobre isso eu nada posso fazer, pois esse amor é eternidade em mim.
Certo é, que só vos quero se for de tua vontade querer-me também.
Do contrário, não sobra nada a mais para se fazer por fim.



