Em perfeita sintonia, os caminhos cruzaram-se inusitadamente.
Pairando em leveza, como folhas de um outono secreto e inaudito.
O movimento suave do eco silencioso do poço dos desejos,
Um belíssimo encaixe do espírito no lugar mais profundo de si mesmos.
E muito sem querer, a Escuridão de teu coração brilhou-se no portal de minha alma
Num vice-versa abrupto em completude maior do que a nós se imaginara.
É passagem de anos de literaturas consumidas em aposentos esquecidos,
Posto tratar-se do destino realizar-se o que supõe-se ser apenas loucura ou utopia,
Dito ser um raro e precioso reencontro de Almas nas sombras da vida.
Estas, petrificadas no ancorar do tempo,
E, mutuamente, seladas no beijo póstumo das ausências,
Perpetuamente, vaguearam-se pelas linhas de tantas Novas Eras,
Pondo-se o verter do próprio sangue em busca desamparada,
Pelo tomar-lhes aos braços, o que outrora um dia lhes foi do peito arrancado.



